O Governo do Estado vai implantar o Plano Ferroviária, que visa recuperar parte da malha ferroviária do Estado que no passado já foi cortado por ferrovias. Os Deputados Estaduais João Leite e Antônio Carlos Arantes estão trabalhando para que quatro trechos de ferrovias do Sul de Minas sejam inseridos no projeto, que está sendo elaborado pela Fundação Dom Cabral.

O primeiro trecho ligaria os municípios de Passos, Itaú de Minas, São Sebastião do Paraíso e Altinópolis, com Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O segundo trecho, prevê a interligação dos municípios de São Sebastião do Paraíso, Itamogi, Monte Santo de Minas, e Mococa, também em São Paulo. O terceiro abrange os municípios de Monte Belo, Muzambinho, Guaxupé e Guaranésia até Mococa. E o quarto trecho ligaria Varginha até o Vale do Paraíba, em São Paulo. Os trechos somados cobririam cerca de 750 quilômetros de ferrovias.

Os defensores da reativação destes trechos, afirmam que as linhas ferroviárias ainda existem nesses trechos, mas estão desativadas há mais de 20 anos; e o fato delas existirem torna sua reutilização mais barata. “Precisamos deixar claro que este ainda é um plano, que depois de aprovado, vai precisar do esforço de todos, inclusive dos prefeitos”, afirmou Arantes.

O plano ferroviário de Minas Gerais está sendo discutido na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e a sua implantação prevê fases distintas que irão de 2025 a 2035. Os recursos para sua implantação viriam da mineradora Vale, como compensação ao Estado pelos danos ambientais causados com o rompimento de barragens, e do Governo Federal, através do Ministério dos Transportes. Vale lembrar que o uso de ferrovias é uma solução econômica e segura para o transporte de passageiros e de cargas. O transporte sobre trilhos é a modalidade mais usada no mundo, uma vez que sua manutenção é barata e o resultado tem sido muito eficiente.

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