O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jacutinga, através de seu
Presidente, Marcílio Carlos Ferreira, busca formas para que a Prefeitura adote medida
de proteção ao contágio da Covid-19 pelos profissionais de saúde, com uma política
mais rigorosa de triagem de possíveis pacientes infectados, como o fornecimento de
EPI’s – Equipamento de Proteção Individual, mais eficientes, especialmente a
profissionais de enfermagem e auxiliares, que tem contato direto com o paciente no
primeiro momento de atendimento.


Para tanto solicitou informações da Prefeitura quanto as medidas adotadas, e fez
algumas sugestões, visando resguardar a integridade física de todos funcionários que
esta na linha de frente na pandemia corona vírus.


Para tanto, o Sindicato requereu que seja fornecido uniforme completo aos
profissionais de saúde, incluindo calçados fechados, sugerimos que os mesmos sejam
lavados e higienizados na própria unidade de saúde.


O Sindicato pede ainda que seja disponibilizados banheiros adequados para que os
funcionários possam tomar banho antes de retornar para suas residências.
O Sindicato sugere a Prefeitura ainda que seja feito triagem de todos os profissionais,
extensivo a seus familiares, antes de assumirem o plantão diário, quanto a suas
condições de saúde, (sugerimos questionário relacionados aos sintomas do covid 19),
de forma a se evitar a proliferação do vírus em nossa cidade.
O Sindicato aponta ainda necessidade de higienização das ambulâncias e demais
veículos de transporte de pacientes, e que os profissionais que operam com estes
veículos utilizem roupas adequadas para esse fim que após a condução de cada paciente
seja feita a higienização adequada.


O Sindicato afirmou ainda que os profissionais de enfermagem não têm recebido os
EPI’s necessários a se evitar o contágio pelo vírus, além de que as medidas adotadas
para evitar a proliferação do vírus entre os profissionais de enfermagem não são
adequadas e não garantem a segurança dos profissionais de saúde.


Por esta razão foi solicitado que a Prefeitura se atente para as regras da NR 32, para
passar a fornecer todos EPI’s indicados aos profissionais de saúde, tais como luvas (EPI
básico para proteção contra riscos biológicos e químicos); touca (protege tanto contra
partículas que possam contaminar os profissionais quanto da queda de cabelos sobre os
materiais do trabalho); avental (também chamado como ‘capote’, que é um EPI muito
usado em centro cirúrgico e ajuda na barreira contra substâncias e deve ser sempre
descartável); sapatos fechados (o empregador deve fornecer a opção de um EPI para
profissionais de enfermagem que atenda a NR-32, que impede uso de sapatos aberto);
máscara (que junto com a luva, funcionam como a combinação básica para enfermeiros,
combatendo acidentes de risco biológico e contaminação respiratória); óculos (impede
exposição dos olhos aos componentes radioativos, químicos e outros componentes).

Outra questão questionada pelo Sindicato diz respeito às instalações do Pronto
Atendimento Dr. Américo Prado, que não possui ventilação natural o que prejudica na
prevenção de doenças viróticas como é o caso do corona vírus. O local de triagem do
Pronto Atendimento não tem janelas e o espaço físico e limitado, o que se torna
inevitável o contato muito próximo com pacientes possivelmente infectados. E diante
deste quadro, o Sindicato sugere que isole parte da sala para distanciamento dos
funcionários em relação aos pacientes possivelmente contaminados pelo vírus.


Eles pedem ainda que a Prefeitura forneça uniformes adequados, auxiliando na
prevenção, de forma a não colocar em risco os funcionários e familiares, que tem
contato com roupas e calçados possivelmente contaminados em suas casas.
A utilização de macas comuns na realização de procedimentos pelos pacientes e
medicações de uso comum também tem oferecido riscos de contágio, pois a falta de um
banheiro adequado, janelas e ventilação adequadas e as movimentações constantes de
profissionais de enfermagem no setor são inapropriadas.
O Sindicato pede ainda que seja feito adequações nos leitos do setor de observação,
com distanciamento destes leitos e isolamento através de cortinas plásticas. O Sindicato
sugere ainda que se controle rigorosamente a entrada de acompanhantes, com
profissional orientando quanto aos procedimentos de proteção dentro do setor.

Eles pedem ainda que sejam realizados cursos e treinamentos de todos os
funcionários envolvidos na linha de frente de combate ao covid-19 e que seja adequado
o local de descanso dos funcionários que trabalham em escala de revezamento.
Nesta correspondência enviada pelo Sindicato à Prefeitura foi considerado o fato do
corona vírus poder sobreviver e se manter capaz de contágio por períodos diferentes, de
acordo com a superfície que se alojar, uma vez que não há um consenso sobre o período
de sobrevivência deste vírus, já que em estudo recente, o novo corona vírus sobreviveu
3 dias em aço inoxidável e em plástico; um dia no papelão e 4 horas no cobre.


A estabilidade e a viabilidade para o contágio do novo corona vírus foram objeto do
estudo publicado no NEJM – New England Journal of Medicine, por pesquisadores de
universidades e institutos de pesquisa norte-americanos e do Centro de Controle e
Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
Na conclusão destas diretrizes sugeridas pelo Sindicato, a entidade que representa os
servidores da Prefeitura requereu uma reunião com urgência com os responsáveis de
cada setor para sugestões bem como ajustes no que se refere as normas legais vigentes
que vem sendo ignoradas.


Apesar da urgência e da importância que o tema exija, até o fechamento desta edição,
a Prefeitura ainda não havia dado nenhum retorno ao sindicato, colocando em dúvida o
compromisso e a preocupação dos gestores com a saúde e a integridade dos servidores
públicos municipais, em especial os da saúde.

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