Edição 195 – Página 08

A falta de investimentos é a responsável pelas torneiras secas

Temos visto nas redes sociais reiteradas reclamações de falta de água, especialmente em bairros altos como o Flamboyant. Embora a Prefeitura tenha emitido nota dizendo que o problema seria decorrente a troca de uma bomba, não dá para justificar vários dias sem água para substituição de uma bomba, intervenção que poderia ser feito em curto espaço de tempo.

Sabemos dos investimentos feitos pelo ex-prefeito Darci Cardoso no sistema, trazendo água da serra para abastecer a cidade, ampliação da ETA – Estação de Tratamento de Água, e a construção de uma nova no Coronel Rennó, com a nova captação da água espraiada.

Também foram construídas adutoras levando água para o César Matile e os bairros vizinhos, onde o ex-prefeito Noé Rodrigues construiu grandes reservatórios para se garantir o abastecimento. Toda a rede de distribuição desperdiçava parte da água tratada por vazamentos e também foi substituída, obras diferentes da pavimentação e que só são lembradas quando o problema volta bater em nossas portas.

É certo ainda que com a diversificação da economia adotada pelo ex-prefeito Noé Rodrigues, além de novos empregos, vieram os novos moradores que viram em Jacutinga uma oportunidade de crescimento profissional e sustento de suas famílias. E em decorrência deste crescimento populacional o consumo de água também cresceu, extrapolando a capacidade de tratamento e distribuição que não foi dimensionada para um crescimento tão acelerado.

Se estes investimentos que têm sido anunciados pela Prefeitura tivessem sido iniciados em 2017, quando o atual prefeito assumiu a cidade, certamente não estaríamos vivendo este problema de desabastecimento hoje.

E frente a esta inércia que gerou este problema, não dá para atual gestão defender que estão fazendo investimentos jamais vistos feitos na cidade, já que desde 2005 Jacutinga não mais sofria pela falta d’água, nem recebia água suja nas torneiras, o que só voltou acontecer nesta administração.

Que os investimentos anunciados sejam feitos, mas que não fique por aí, pois a exemplo da saúde a distribuição de água é algo que exige atenção e monitoramento para receber investimentos contínuos e não apenas quando o caldo já entornou.

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