Mesmo com R$ 3 milhões de investimento do Governo, a cidade já bateu a casa de 208 contaminados e 4 óbitos pelo Covid

A Prefeitura de Jacutinga vem divulgando boletins diários de contágio do Covid-19 no município, e o crescimento acelerado dos casos coloca todos em alerta, pois segundo a própria Prefeitura, Jacutinga já bateu a casa de 208 contaminados e já registrou 4 óbitos em decorrência do vírus. Vale ainda lembrar que de acordo com o Prefeito Melquíades Araújo, estes números não espelham a realidade, pois o correto é considerar 7 vezes o número oficial divulgado, já que nem todos procuram de imediato atendimento médico, e existem ainda os exames falsos negativos, como o registrado em uma família na Vila Esperança em que o casal e a filha menor foram diagnosticados com o Covid-19, e os dois filhos adolescentes que tem contato direto com os infectados, sem maiores cuidados foram diagnosticados como negativos à contaminação, o que na visão da equipe de saúde não seria possível.

Vemos que os casos de contaminação se multiplicam a cada dia e de forma rápida e vertiginosa, tornando-se preocupante, já que Jacutinga permanece totalmente desguarnecida e aberta à entrada dos turistas que em busca de nossas malhas, colocam em risco a vida da população.

Vemos ônibus vans e veículos com placas de fora circulando livremente pela cidade e pessoas estranhas frequentando e comprando nas lojas, coisa que não se vê em outras cidades da região como Ouro Fino, Andradas, Borda da Mata, entre outros, onde o crescimento dos casos tem sido mais lento e controlado. Vale dizer que estas cidades que tem mantido as medidas de prevenção de forma mais rígida e fechado à cidade para os visitantes, tem registrado números bem menores aos alcançados em Jacutinga, embora tenham uma população maior, o que coloca em questionamento a competência e a eficiência dos gestores locais e das medidas adotadas em nosso município.

Temos visto ainda a morosidade do Prefeito de Jacutinga em tomar medidas mais rígidas para conter a proliferação do vírus e o avanço do contágio entre os jacutinguenses, já que nem todos comerciantes têm levado a sério as medidas sanitárias de segurança determinadas pela Prefeitura, e a fiscalização deficitária do Município, prejudica os trabalho de contenção do avanço da doença entre os jacutinguenses, o que tem preocupado a população como um todo.

Por outro lado, vemos que os recursos destinados para Prefeitura de Jacutinga para serem utilizados nas medidas de contenção do avanço da doença são invejáveis, beirando os R$ 3 milhões, como se pode ver no relatório levantado junto ao Portal da Transparência e, no entanto, pouco se vê sendo feito para se conter o avanço do vírus entre a população. Nem mesmo a pulverização das ruas que foi iniciada início da Pandemia teve continuidade, o que não se justifica, já que existem recursos disponíveis para este fim e não poderão ser utilizados pra ouro fim. Vale ainda dizer que até mesmo as barreiras sanitárias que existiram por um curto espaço de tempo na cidade foram canceladas, mesmo com custos não reduzidos para a nossa Prefeitura, já que grande parte daqueles que atuavam eram voluntários e não recebiam pelo trabalho desempenhado em prol dos jacutinguenses.

O que realmente sabemos é que a Prefeitura de Jacutinga tem recebido recursos expressivos para adotar as medidas que entenda eficiente para conter a proliferação do vírus, pois já beiram os R$ 3 milhões como se vê do quadro do Portal da Transparência juntado abaixo, e que os casos de contágio crescem de forma vertiginosa entre os Jacutinguenses, sem que estes recursos sejam aplicados de forma eficiente para se evitar a proliferação do vírus entre a população, que tem sido atingida de forma preocupante pela contaminação. Até porque, se considerarmos as palavras do próprio Prefeito, se considerarmos os números oficiais divulgados e multiplicarmos por sete, chegaríamos a mais de 1.400 casos no município, o que diante da população estimada em 2019 pelo IBGE de 25.979 habitantes, representaria quase 6% da população, um percentual elevadíssimos se comparado a outras cidades da região.

E a pergunta que não quer se calar é: se existem recursos suficientes e profissionais capacitados, o que falta para conter a doença? Competência ou vontade política?

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