A utilização e a comercialização dos respiradores da Inspirar Participações Ltda., já foram homologadas pela Anvisa

A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, homologou na segunda, 3 de Agosto, a utilização e a comercialização de ventiladores pulmonares de alta e baixa pressão produzidos pela Inspirar Comércio de Ventiladores Pulmonares Ltda., braço da empresa de soluções tecnológicas para mobilidade urbana Tacom Projetos de Bilhetagem Inteligente Ltda. A homologação pela Anvisa era a única etapa que faltava para empresa iniciar o processo de produção dos respiradores, apoiado diretamente pela FIEMG – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. Em convênio firmado ainda em meio à concepção do ventilador pulmonar, a FIEMG adquiriu 1.500 unidades para doar à rede estadual de saúde a preço de custo. O objetivo da Inspirar é repassar os respiradores para a entidade patronal até o próximo dia 20 de agosto.

O registro da “família de equipamento para saúde, de médio e pequeno porte” do ventilador pulmonar desenvolvido pela Inspirar foi publicado pela Anvisa no Diário Oficial da União após cerca de 60 dias – o pedido foi realizado em 6 de junho. “A Tacom é, originalmente, uma empresa de tecnologia com sistemas de alta complexidade ligada à área de mobilidade urbana, mas, em meados de abril, tivemos a ideia de tentar desenvolver um ventilador pulmonar para viabilizar a sua chegada a hospitais dentro de um projeto social, que chamamos de ‘Inspirar’. Conseguimos desenvolver o equipamento em 21 dias e o testamos na UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. De lá para cá, passamos por um processo de homologação muito pesado. Foram 940 testes executados em laboratórios credenciados, nos quais foi aprovado em 358 para a homologação”, explica o sócio e diretor de Marketing e Mercado da Tacom, Marco Antônio Tonussi. O registro do equipamento é válido até 3 de agosto de 2021, como confirmado pela Anvisa.

Além de ser a fiadora do projeto, a FIEMG auxiliou a Tacom tanto nas etapas de produção quanto jurídica, detalha o presidente Flávio Roscoe. “Identificamos o projeto da Tacom como o mais viável daqueles que analisamos em todo o Brasil. Então, entramos com o financiamento. Fizemos um contrato de pré-aquisição de respiradores e adiantamos 50% do valor para que a empresa conseguisse desenvolver o ventilador pulmonar. Além disso, tivemos participação nas etapas técnicas, fazendo algumas peças por meio do SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, e demos apoio jurídico para viabilizar a aprovação do equipamento junto à Anvisa. É um respirador com alto conteúdo tecnológico e, ao mesmo tempo, de simples operação. Houve várias inovações no projeto pensadas para combater especificamente a Covid-19, como um controle remoto, já que o grande problema da Covid-19 é de ordem pessoal. Ele economiza muito em pessoal. Encontramos indústrias que desenvolveram peças para esse respirador.”

Conforme Tonussi, a expectativa da Tacom é colocar, até o fim de agosto, três mil ventiladores pulmonares no mercado, alavancando a produção diária a 150 unidades por dia. “Temos a expectativa de produzir, ao todo, 7.500 equipamentos para abastecer outros estados. Também temos possibilidades de exportação. A homologação junto à Anvisa atrasou um pouco. O ideal seria que tivesse saído há 45 dias, 60 dias. Vários estados precisariam destes equipamentos há mais tempo, mas a Anvisa não nos fez nenhuma concessão durante o processo de homologação. Cumprimos todas as etapas. (…) Estamos trabalhando para que os 1.500 ventiladores da FIEMG sejam entregues nas próximas duas semanas. No máximo até dia 20 de agosto.” De acordo com o diretor de Marketing e Mercado, o respirador deve chegar ao mercado por, aproximadamente, R$ 30 mil a unidade.

Como a Fiemg foi co-desenvolvedora do projeto, o custo por unidade à entidade patronal foi abaixo do mercado, como explica Roscoe. “Embora o primeiro contrato tenha sido de 1.200 unidades, depois ampliamos para 1.600. Porém, estamos agora ajustando a quantidade de acordo com a necessidade do Governo de Minas. Pode ser que hoje a FIEMG acabe comprando menos, porque a necessidade do Estado pode ser menor. Mas é no mínimo 1.200 e, no máximo, 1.600. Vamos decidir em conjunto com o Estado, as prefeituras e a própria FIEMG quais cidades receberão os ventiladores pulmonares.” Conforme apuramos, a FIEMG pagou à Tacom R$ 15 mil por unidade, já que pretende doar os respiradores adquiridos à rede pública de saúde do Estado.

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